INTRODUÇÃO
É característica do ser humano reunir-se em grupos. Os grupos segundo Ferreira (2001) são: 1. Reunião ou conjunto de pessoas, coisas ou objetos que se abrangem no mesmo lance de olhos ou formam um todo; 2. Pequena associação de pessoas reunidas para um fim comum. É sabido que o agrupamento é fundamental para o desenvolvimento humano. Os grupos se formam e estabelecem costumes, ritos, atos e fatos, além de particularidades da linguagem e pensamento que são próprios e construídos dentro do espaço interno grupal.
As relações fazem-se indispensáveis e são mutáveis de acordo o tempo. A trama grupal moderna se difere do modo de interação do século passado, embora a necessidade de agrupar-se é igual lá (no século passado) e aqui (na contemporaneidade), porém a maneira desse agrupamento se modifica de acordo as ferramentas de seus respectivos âmbitos.
O século XXI se configurou palco da revolução tecnológica, e para a sobrevivência nesse meio, enquanto pessoas sedentas de relações, fez-se necessário uma nova maneira de se agrupar e de tecer relações afim de continuar uma interação, tendo em vista que é tão imprescindível.
A internet apresenta de forma revolucionária a comunicação humana. Com esta
surgem novas formas de intercambio de informações.
surgem novas formas de intercambio de informações.
A globalização, facilitada pela moderna gama de meios de comunicação, proporcionou a disseminação e uma maior velocidade e freqüência de diálogo, desse modo uma nova maneira de agrupar-se emergiu a fim de ser coerente tanto com a necessidade do agrupamento quanto com a nova ferramenta que surge.
A globalização instigou o aparecimento de novas maneiras de interação entre os indivíduos, apoiado nisso e nos avanços tecnológicos as possibilidades crescentes da existência de interações estão cada vez mais presentes na vida moderna. Por exemplo é quase que rotina, para grande parte das pessoas, acessar diariamente sites de interações sociais como Facebook e orkut a fim de se manterem informadas sobre o que está acontecendo no que diz respeito às pessoas que de alguma maneira participam socialmente de suas vidas. Baseado nisso, faremos uso de teorias que conceituam e fundamentam a existência de grupos a fim de comparar estes comportamentos atuais com definições que possam nos fazer entender as redes sociais virtuais enquanto meio de interação, e ainda perceber sobre o que são comunidades virtuais enquanto grupos.
O QUE É UMA COMUNIDADE?
Comunidade segundo Ferreira (2001) é: 1. Qualidade em comum; 3.Grupo de pessoas submetidas a uma mesma regra; 4. Local por elas habitado.
Para Ávila, segundo Primo (1997), uma comunidade apresenta as seguintes características:
a) Uma certa contigüidade espacial, que permita contatos diretos entre seus membros;
b) a consciência de interesses comuns, que permite aos seus membros atingirem objetivos que não poderiam alcançar sozinhos;
c) a participação em uma obra comum, que é a realização desses objetivos e a força de coesão interna da comunidade.
O conjunto de pessoas que se reúne e interage através de conferências eletrônicas experimenta circunstâncias equivalentes às citadas acima. Com uma pequena diferença, o local de contato é o ciberespaço (Por ciberespaço entende-se o lugar onde se está ao entrar em um ambiente virtual, e como o conjunto de redes de computadores, interligados ou não, ao redor do globo (Lemos, 1996)).
O termo comunidade virtual faz relação à pessoa reunidas na WEB (definição de WEB) por interesses ou características em comum, a fim de partilhar experiências. O objetivo dessas comunidades é conhecer e dar valor à troca entre os membros.
FernBack e Thompson (1995, p. 8) definem comunidades virtuais como as “relações sociais formadas no ciberespaço através do contato repetido em um limite ou local específico (como uma conferência eletrônica) simbolicamente delineado por tópico ou interesse”. Para eles, os diversos indivíduos reúnem-se por um senso comum, e não por mera agregação geográfica.
A comunidade virtual é uma ferramenta que possibilita a interação de diversas pessoas dos mais diversos lugares e países, proporcionada pela facilidade que a internet e os modernos meios de comunicação oferecem.
A COMUNIDADE
Nome: Fique Sabendo HIV/AIDS
Descrição: Comunidade Destinada á Discussão do HIV/AIDS. Prevenção, Práticas saudáveis de vida, tratamentos, Alimentação e tudo relacionado ao tema.
Quantidade de membros: 9.684
Criado em: 28 de julho de 2005
Os membros abrem fóruns nas comunidades onde podem expor suas duvidas e anseios, esses são visitados pelos membros, que podem opinar em relação a eles, desse modo há uma interação e a comunhão acontece.
E essa comunhão é o que propõe a comunidade, havendo isso, pode-se afirmar que o objetivo da comunidade foi alcançado.
TEORIA DE GRUPOS
A forma de interação entre as pessoas instiga a reflexão de diversos pensadores a tempos. Desde a antiguidade a organização da vida coletiva é observada, mas foi por volta dos anos 30 nos estados unidos que a definição de grupo atual foi projetada (Cartevright, D. e Zander, 2001). Investigada e pesquisada por Kurt Lewin popularizou-se por sua associação dinâmica de grupo, Embora Lewin tenha dado o pontapé inicial para a moderna teoria de grupos, outros estudiosos contribuíram para a ampliação da compreensão das interações humanas.
Dentre as diversas definições de grupos, o mais comum talvez seja o de um conjunto de pessoas que comungam das mesmas idéias, visão semelhante do mundo, possui uma identidade e podem ser considerados um todo. A visão de grupo é de natureza essencialmente relacional, de interação e alianças afetivas que dão unidade e identidade ao consciente de pessoas.
Para Grinberg ( apud Fleury,2002) Um grupo é uma pluralidade de pessoas, que num determinado momento estabelecem uma interação precisa e sistemática entre si. Isso significa que, em todo o agrupamento psicológico, as pessoas se conhecem e se identificam.
Para Freud, os componentes de uma multidão estão ligados por laços de união de natureza libidonal, que “atravessam a multidão de ponta a ponta”.
Freud esclarece o mecanismo: a comunhão mútua dos membros advém do fato de terem elegido com ideal comum o chefe: “uma multidão” primária apresentam-se comum numa reunião de indivíduos, que substituíram o ideal do EGO por um mesmo objeto, o que teve por conseqüência a identificação dos seus próprios EGOS.
A COMUNIDADE SE CONFIGURA COMO GRUPO?
Pode-se definir que grupo social é uma forma básica de associação humana que se considera como um todo, com tradições morais e materiais.
Para que se configure um grupo é necessário que haja coesão, consciência de objetivo comum... Isso é observável na comunidade: Fique sabendo HIV/AIDS.
Os membros interagem e buscam um denominador comum. E é tal comunhão que caracteriza um aglomerado de pessoas, em grupo.
CONCLUSÃO
Tendo em vista o resultado das pesquisas, podemos concluir que, embora alguns afirmem que para existir um grupo precise se conhecer entende-se que em sua época não existiam recursos que possibilitassem os meios de interações virtuais existentes hoje em dia, e tendo em vista que, mesmo virtualmente temos acesso à informações a respeito dos membros do grupo podemos sim nos proporcionar o conhecimento parcial de cada um. Partindo dessa idéia, um grupo virtual pode sim ser considerado grupo, ainda que virtual, os resultados de sua interação podem ser tão reais quanto os efeitos conquistados em grupos reais.
REFERÊNCIAS
ANZIEU, Didier. O GRUPO E O INCONSCIENTE – O Imaginário Grupal. Casa do Psicólogo, 1993. Dsponível< http://algiconsultoria.com.br/artigos/teoria_grupos.htm> acessado em 22/04/211
CARTEVRIGHT, D. e ZANDER, A DINÂMICA DE GRUPOS. São Paulo. EDU. 2001
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. MINI DICIONÁRIO SÉCULO XXI ESCOLAR. 4 ed. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 2001
FREUD, Sigmund. OBRAS COMPLETAS – Vol. I. Editora Biblioteca, 1967.
FLEURY, MARIA TEREZA LEME. AS PESSOAS NA ORGANIZAÇÃO. São Paulo: Gente. 2002.Disponível em <http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=Q8s-5GGjL88C&oi=fnd&pg=PA235&dq=o+que+s%C3%A3o+grupos+para+lewin%3F&ots=mInY1Ms9rf&sig=jNPkpIp0kpl5459wBL_1Aw4zSFs#v=onepage&q=o%20que%20s%C3%A3o%20grupos%20para%20lewin%3F&f=false>
FERNBACK, Jan e THOMPSON, Brad. VIRTUAL COMMUNITIES: ABORT, RETRY, FAILURE? Manuscrito eletrônico: http://www. Well.com/user/hlr/texts/Vccivil.html. 1995.
LEMOS, André. AS ESTRUTURAS ANTROPOLÓGICAS DO CIBERESPAÇO. Textos de Cultura e Comunicação. Salvador, n. 35, p. 12-27, jul. 1996.
PRIMO, Alex Fernando Teixeira. A EMERGÊNCIA DAS COMUNIDADES VIRTUAIS. In: Intercom 1997 - XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 1997, Santos. Anais… Santos, 1997. Disponível em:<http://www.pesquisando.atraves-da.net/comunidades_virtuais.pdf>.
APO : FLÁVIA MAGALY

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