quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma nova forma de entender a subjetividade



Uma sociedade caracterizada pela obediência e a submissão, é o que diz respeito a idade media, onde a visão do mundo não passava dos muros  que cercavam os feudos.
A sociedade da Idade Média se caracteriza pela classificação do poder e da intelectualidade marcados pela filiação e, independente de suas características peculiares, o sujeito seria o que a comunidade queria que ele fosse, numa condição pré-determinada, sem possibilidade de mudança. Mesmo nesse cenário, o individuo enquanto ser pensante busca mudanças, por que o estado letárgico que lhe caracterizava agora o incomoda, pois nesse instante as condições seriam outras, o contexto nesse momento é outro, as prioridades são outras. Não é tão louvável a cultura de subsistência, o que se vê é a crescente produção e produção em escala. Com isso há uma necessidade latente de entender o mundo enquanto parte dele, um mundo moderno, um mundo novo.

Acontece que com a Revolução Industrial (final do sec. XVIII), descobre-se a primeira fonte de energia, inanimada. O vapor surge para marcar a revolução mecânica e redefinir o perfil da Europa que agora é moderna. Por conta do momento ascendente de mudanças
, e da produção em grande escala, surgem as grandes populações e aglomerações urbanas, por conta da necessidade de estar próximo principalmente do  trabalho,  e também a necessidade do surgimento de novas regras sociopolíticas e econômicas. Essa revolução modificara a vida de todos.

Assim como a Revolução Industrial, a Revolução Tecnológica, no século XXI, causou impacto direto ou indiretamente em todos os habitantes do planeta, pois estão inseridos nessa realidade e depende da tecnologia em alguma esfera da sua vida cotidiana. Essa nova era impulsionara um novo olhar do sujeito para o mundo e sobre si mesmo, pois o que acontece no âmbito social interfere na organização psíquica.

A mudança na configuração social proporcionada pela era digital proporcionou uma série de diferentes maneiras de entender o mundo e de como o sujeito se vê. O mundo é pluralizado, partes peculiares compõem-no, mas apesar de serem partes cada vez mais particulares e próprias se configuram em algum momento como homogêneo, pois formam um único mundo..Para dar cabo à curiosidade do homem, a internet se apresenta como parceira em prol de galgar respostas, pois propõem facilitar às inquietudes do sujeito. A característica dinâmica da internet, proporciona uma compactação de diversos meios (que podem ser textos acadêmicos ou informais, de autores anônimos ou informais) que facilita o alcance às respostas.. Dessa forma os caminhos para se chegar ao conhecimento se tornam cada vez mais fartos de informações. 

A subjetividade contemporânea por sua vez, em decorrência da emergência da internet, se configura de outra maneira. Já que a subjetividade pode ser entendida como o espaço interno, que se caracteriza por opor-se do externo, embora o primeiro emirja do segundo. A subjetividade se modifica de acordo com a percepção e relação mutua do sujeito com o mundo.

As relações pessoais foram modificadas, as alternativas de lazer, agora são outras, as conversas são digitais, as amizades virtuais , coerentes com o momento digital que se vive. Hoje as pessoas têm acesso ao mundo diante da tela de um computador. As barreiras geográficas não delimitam mais onde o conhecimento pode chegar, uma pessoa pode se fazer presente vários lugares ao mesmo tempo, uma pessoa pode ter diversas facetas (verdadeiras ou não, sinceras ou não, anônimas ou não). Embora muitos critiquem e contestem, essa também é a era da leitura e escrita, e também da interpretação, pois grande  parte da informação que circula é absolvida pelos olhos.

Surge também um novo vocabulário, o vocabulário “internetês”. Nasce um novo modelo de individuo, imediatista, (pois o meio virtual é muito rápido, isso se reflete na vida das pessoas em geral) ágil, surge uma nova configuração de limites (onde esses são poucos), surge um novo sujeito que as teorias obsoletas do século XIX e XX não são capazes de compreender.


APO : ADALENE TORRES

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